12.5.10

Viver é um heroísmo

É incrível a capacidade humana de, em momentos estratégicos e por pura conveniência, se esquecer das coisas ou simplesmente preferir não enxerga-las. Essa é a realidade, nós somos movidos pela conveniência. Claro, ela é extremamente necessária nas nossas vidas, mas, como tudo na vida, em excesso pode causar um estrago imensurável.
Por conta dela, nós perdemos o "gostinho da vida", os momentos que deveriam ser inesquecíveis passam a ser rotineiros, chatos, sem graça. Não há sentido em passar o tempo inteiro fazendo apenas o que se acha bom, não há avanço quando ignoramos o verdadeiro ritmo da vida. 
Não, eu detesto regras! Sou alérgica à rotinas e às convenções sociais e é por isso que cheguei a tal conclusão. Percebi que a vida não funciona sem o equilíbrio. Deve-se lutar pelos seus ideais, mesmo que para isso, haja sofrimento. Temos que assumir nossas responsabilidades, as conseqüências dos nossos atos e mostrar para o mundo quem somos verdadeiramente. Espalhar nossa essência, fazer com que sejamos unicos, capazes e sinceros para quem vive ao nosso redor. Valorizar quem merece ser valorizado e lutar por sua companhia, mesmo que essa vontade não seja recíproca. 
Deve haver um equilíbrio entre a felicidade e a tristeza, caso contrario a felicidade perderia seu verdadeiro sentido. Não há felicidade sem intensidade, muito menos à longo prazo, ela se consiste em pequenos fragmentos de nossas vidas.
Quando nos sentimos satisfeitos, estamos acreditando na ilusão de se estar vivendo plenamente, mas na verdade, é justamente aí que nós estaguinamos nossa vida. O que acontece é que queremos tanto que o sentimento bom dure que paramos de progredir, por medo de perder, paramos de arriscar, e é nessa hora que morremos e não percebemos. Não devemos parar, não devemos nos deixar ser guiados por uma correnteza alheia, sem destino, sem objetivos, sem a sua verdadeira essência implantada nela.
Devemos verdadeiramente viver e absorver o verdadeiro sentido que essa palavra deve transmitir.

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