14.12.10

Um dos Eus: Solidão

Um dos Eus: Solidão:
"A solidão anda sempre cheia de saudade
A saudade anda sempre cheia de vontade
A vontade anda sempre cheia de desejo
O desejo anda sempre cheio de saudade
A saudade anda sempre cheia de solidão
A solidão anda sempre cheia de satisfação."

23.11.10

A letra da vez...

Quando me vires olhar
Naquela janela que dá
Pro tempo que já ficou pra trás

Não entre em outra viajem
Deixa eu curtir a paisagem
Não pense em nada demais

Vou indo no trem da vida
Passagem só a de ida
Pra mim não tem essa de voltar
Todo lugar é bonito
E o meu caminho infinito
Aonde vou encontrar...

Meu presente é viver o presente
Que saudade me dá do futuro
O que hoje pra mim é escuro
Amanhã poderá ser a luz...

Quero um tempo onde não haja tempo
Sentimentos não são medidos
Onde não faz sentido os sentidos
Onde só o silêncio traduz...

Céu de prazeres e flores,
Pincel e todas as cores
Do arco íris do amor...

15.7.10

Dias sim, dias não

Prestes a explodir, cansada de burrices... das minhas burrices. Por onde começar quando tudo está uma grande bagunça!? 
Não consigo viver sozinha, sempre dependente, sempre apegada demais a alguém e na maioria das vezes a mais apegada. Confio demais nos meus amigos, verdadeiros amigos... ou os que eu assim considerava.
Está certo, todo mundo comete erros, mas 'erro' não se encaixa nesse contexto. Não me imagino convivendo com alguém sem realmente confiar. Tá aí mais um defeito meu: falta de tolerância! Simplesmente não tenho paciência com as pessoas. É aquela velha historia de 'um pouquinho de gelo pra adoçar a vida', sou sempre muito emotiva, muito sincera. As pessoas não gostam de sinceridade. Elas não gostam de estar ciente do que fizeram ou do que os outros pensam delas, não por desleixo, mas por preguiça, por achar que desse jeito está bom.
Pessoas sinceras não foram feitas para esse mundo. Enquanto elas lutam para deixar as coisas claras e limpas, com uma base sólida, os outros se questionam o porque de mexer e deixar em evidencia o que já passou ou até compartilhar  algo que aparentemente iria machucar, ou até de se expor mesmo. Não é uma questão de machucar, fazer bem ou mal. O acumulo dá mais trabalho e é ai, justo nesse ponto que a sinceridade cansa, é a vez dela de sentir preguiça e de deixar de lado.
Mas como confiar em alguém quando descobrimos que ela não gosta de ser aberta com você, quando ela não gosta do que você basicamente mais gosta, mais admira e mais lutou para conseguir. E o mais importante, por que correr atrás disso!? Não vale à pena.
Deve ser pra isso que eu estou aqui, pra ficar ao lado das pessoas as apoiando, mesmo nunca recebendo o mesmo em troca. Deve ser minha sina mesmo.
Não é a primeira, nem a segunda e sei que nem a ultima vez que isso acontece. Agora eu estou, mais uma vez, no ponto zero e enquanto isso eu vou assim, dias sim, dias não sobrevivendo sem um arranhão, vendo o futuro repetir o passado, procurando agulha no palheiro. Mas eu sei que ainda estão rolando os dados... o tempo não pára!

13.7.10

Reflexões alheias e parcialmente sem sentido


Tempo, tempo, tempo: é engraçado pensar o quanto ele é decisivo, básico e exclusivo. Vivemos um tempo em que cada segundo é único e que nós, comparados à uma antiga geração, vivemos em uma velocidade incrível e à base de uma modernidade absurda. Antigamente as mulheres não tinham seu próprio emprego e nem havia a possibilidade de terem seus próprios negócios. Privadas de tudo e comandada pelos homens, eram impedidas de terem até seus próprios ideais.
Acordar cedo para ir ao trabalho, pagar uma conta no banco, ser mãe solteira, ir a um restaurante ou morar sozinha são fatos corriqueiros, mas nem sempre foi assim. Fico imaginando como era ser privada de votar, não poder escrever sua própria carta e nem ao menos escolher seu próprio marido, que além de ser praticamente desconhecido, iria ter que ser fiel e acompanhá-lo pelo resto da vida, mesmo não sendo recíproco. Não há sentido viver assim, ou melhor dizendo, ser coordenada a passar uma vida assim. Não havia vontade própria, éramos bonecas que viviam restritamente em função de seus maridos e filhos. 
Pensando bem, nós ainda somos manipuladas, de um modo disfarçado e sem um modelo especifico de personalidade, mas todas nós somos induzidas a, no mínimo, conquistar os mesmos objetivos. Só que há um grande contraste: antes não podíamos nem pensar em liberdade, mas hoje crescemos sendo deixadas a acreditar que somos livres. Enquanto isso, da mesma forma que antes, estamos caminhando para um modelo de vida predefinido, a grande maioria das mulheres tem a pretensão de, ao invés de se tornar uma mãe e uma dona de casa bem sucedida como antigamente, ser uma profissional de sucesso, poder bancar suas cirurgias plásticas, entre outros luxos, ou ao menos ganhar uma quantia de dinheiro de verdade. Resumindo: não deixa de ser uma forma de manipulação. Que fique claro que é de uma forma indireta, afinal ninguém nos obriga a tentar ser reconhecida e a se destacar no que faz, esse é um caminho automático, tornando assim uma questão de sobrevivência.
A saída mesmo é ter criatividade. Saber organizar seu tempo cada vez mais escasso e conseguir conciliar tudo aquilo que você realmente é e sente vontade de ser e fazer, com tudo aquilo que o sistema mundial atual nos obriga ser. Mesmo com novas experiências, liberdades e caminhos profissionais, ainda temos que administrar as funções que o antigo modelo de mulher nos deixou de herança. É sempre bom lembrar que não tem que ser assim, da mesma forma que herdamos tais funções, também temos nossos instintos revolucionários e da mesma forma que já nos transformamos antes, ainda há mudanças a serem feitas.   
  

9.7.10

Até o mais amargo pode ser doce

Tão suave, lenta, misteriosa, doce e amarga ao mesmo tempo. Simples, complexa, confortante, cortante e maguinificamente fria: Neve.
Muito mais do que um um floco gelado que cai sobre nossas cabeças. Ela chega aos poucos, lentamente e subitamente domina tudo que há ao seu alcance. É capaz de fazer-nos bem, acalentar nossas almas, fazer-nos companhia e nos sentir um pouco mais vivo.. ou morto. É capaz de fazer com que acordemos de uma doce ilusão. Faz pensar, perceber... refletir!.. e um logo depois ser!! 
O sabor!? Você decide! Mas uma coisa é certa: não se tem o direito de marcar o horário de visita, ela apenas aparece e você tem que conviver com ela. E ai vai uma dica: seja amigável de primeira! Provavelmente assim seu tempo será aproveitado ao máximo e a situação se tornará muito mais agradável e você se tornará amiga dela.. sim, porque isso necessariamente vai acontecer um dia!

Não! Entendam, não é pura loucura ou palavras sem sentidos em um blog qualquer, só quero que saibam que todos, absolutamente todos um dia irão ser acompanhados pela Neve, tanto faz se for apenas um floco ou um avalanche. E... Mesmo sendo através de palavras mal posicionadas, faz sentido sim.

Ah... olha! Olha só! Ela que tem sido minha companheira mais fiel. 

8.7.10

"Ritual" ~ Cazuza














"Pra que sonhar?! A vida é tão desconhecida e mágica que dorme as vezes do teu lado. Calada... calada.
Pra que buscar o paraíso se até o poeta fecha o livro, sente o perfume de uma flor no lixo e  fuxica... fuxica. (...)
Ao mesmo Deus que ensina a prazo ao mais esperto e ao mais otário que o amor, na prática, é sempre ao contrário.
Que o amor, na prática, é sempre ao contrário!
Ah, pra que chorar?! A vida é bela e cruel, despida. Tão desprevenida e exata que um dia... acaba!"

2.7.10

Páginas em branco




"Não quero olhar para trás, lá na frente, e descobrir
 quilômetros de terreno baldio que eu não soube cultivar.
 Calhamaços de páginas em branco à espera 
de uma história que se parecesse comigo.
 Não quero perceber que,
 embora desejasse grande,
 amei pequeno."



Ana Jácomo

27.6.10

Eu não quero isso seja lá o que isso for

"A dor é competitiva - sempre tentamos dizer que sofremos mais do que o outro."
Fabrício Carpinejar




Eu não sei mais o que há pra fazer. Eu não sei se a dor é realmente competitiva ou se não há dor e sim drama.
Qual é o problema das pessoas?! Será que elas sempre tem que arranjar um motivo qualquer para sair de uma situação por cima... se fazendo de pequeno. Até a dor não é mais levada a sério, e se a dor não é levada a sério a plenitude também não. 
Cansei.
Não quero mais me sentir pra baixo por conta dos que se fazem de pequenos.
Não! Não é uma questão de derrotar ou ser derrotado, simplesmente ganhar ou perder. O ponto em questão aqui é a dor. É a pressão psicológica, é o drama que nos envolve e faz com que nós nos afoguemos em uma situação falsa, criada.
Tudo bem! Quem tá fazendo drama agora sou eu, até porque existem diversas situações no nosso dia-a-dia em que não podemos controlar e que temos que aprender a lidar.
Não sei. Tenho que aprender a confiar mais nas minhas reações, nas minha conclusões, nos meu pensamentos. Porque apesar de não demonstrar, os pensamentos (verdadeiros julgamentos) das pessoas ao meu redor influenciam muito no que eu sou, no meu eu. E ai surge a dor.. Porque a causa do meu maior sofrimento é o sofrimento que eu causo nos outros através das minha ações mal compreendidas, mas eu não quero isso! Eu não sei qual foi o meu erro. O que eu sei de verdade é que não quero ninguem me culpando pela dor de outro alguem sem antes entender meu motivos. Não quero sofrer pela dor sem razão dos outros, já não basta ter que sofrer pelos meus motivos (sem razão ou não).

15.6.10

O mais belo: infinito





"Tenho andado distraído, impaciente e indeciso. E ainda estou confuso, só que agora é diferente: estou tão tranqüilo e tão contente. 

E queria sempre achar explicação pro que eu sentia.
Como um anjo caído, fiz questão de esquecer que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira. 
Mas não sou mais tão criança a ponto de saber tudo. 

Já não me preocupo se eu não sei porquê as vezes o que eu vejo quase ninguém vê. 

Tão correto e tão bonito: O infinito é realmente um dos deuses mais lindos. 
Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?"

3.6.10

Egoísmo





"Chorar não resolve, falar pouco é uma virtude, aprender a se
 colocar em primeiro lugar não é egoísmo. 
Para qualquer escolha se segue alguma consequência, vontades
 efêmeras não valem a pena, quem faz uma vez, não faz 
duas necessariamente, mas quem faz dez,
 com certeza faz onze.
Perdoar é nobre, esquecer é quase impossível.
Quem te merece não te faz chorar, quem gosta cuida, o que está
 no passado tem motivos para não fazer parte do seu 
presente, não é preciso perder pra aprender a dar valor, e os
 amigos ainda se contam nos dedos.
Aos poucos você percebe o que vale a pena, o que se deve guardar pro resto da vida, e o que nunca deveria
 ter entrado nela. 
Não tem como esconder a verdade, nem tem como enterrar o
 passado, o tempo sempre vai ser o melhor remédio, 
mas seus resultados nem sempre são 
imediatos."

27.5.10

"Is this it" [É uma eterna contradição]

[dom+quixote.jpg]
A vida é tão contraditória. Quando tudo caminha calmamente e estamos aparentemente bem, nós estamos tristes. Mas quando finalmente estamos com um astral bom a vida sempre trata de arranjar algum motivo para nos sentirmos mal, muito mal. Pior é quando, apesar desses tais motivos, nosso humor não é afetado, mesmo sabendo que não é coisa pra se ignorar e deveria nos fazer muito mal. Esses casos são os piores... o que se há de fazer?!
Eu me sinto mal por me sentir bem. Eu me sinto péssima pelo que o destino 'filho da mãe' pode estar me reservando e por, apesar disso eu momentaneamente, não estar sendo afetada.
Mas como alguém em sã consciência é capaz de se sentir mal por estar sorrindo.. por estar alegre??? Simples.. esse ser humano sabe que esse tempo sob efeito anestésico vai lhe fazer desmoronar mais tarde, ele sabe que vai se sentir culpado, mesmo não estando. Talvez seja inclusive por isso que inconscientemente eu mesma tenha me dopado. É uma eterna contradição.
É insuportavelmente incrível o quando nós somos impotentes diante dos efeito da vida, diante do futuro que está na nossa cara, que sabemos o que vai acontecer, causa horror e que angustiantemente não há truque na manga, pensamento positiva e muito, muito, muito, muito menos dinheiro no mundo que resolva ou faça mudar alguma coisa.
Torço intensamente para que a morte seja algo bom afinal. Na vida nós lutamos pra atingir o mínimo objetivo de nos proteger, de conquistarmos a tão simples, valorizada e tão idealizada felicidade. Só que para conseguir essa proeza não há caminhos traçados e muito menos sem obstáculos. É inevitável. Temos que supera-los... olha outra dificuldade aí! Conseguir ultrapassa-los é muito incomum. Sem falar quando nós conseguimos, inconscientemente avista-las e não enxergamos isso, quando pegamos um atalho errado, quando caímos e nos machucamos irreparavelmente e quando... ... ... enfim.
Isso tudo pra que? Pra sermos sábios, conseguir exibir uma boa imagem para as pessoas ao nosso redor, darmos umas boas risadas e para o grande premiado: atingir a tão idealizada felicidade, se é que ela existe.
Mas e quem não consegue? Pra quem não consegue só resta o tempo passar e dai a tão evitada morte.
É.. torço calorosamente pra que toda essa jornada valha a pena e pra que a morte seja maravilhosamente boa. Nós precisamos dessa recompensa.
[e chega de tanto "mente"]
~Imagem: Dom Quixote 

24.5.10

...Ou seria falsidade demais?!







"Eu sou sim a pessoa que some, que surta, que vai embora, que aparece do nada, que fica porque quer, que odeia a falta de oxigênio das obrigações, que encurta uma conversa besta, que estende um bom drama, que diz o que ninguém espera e salva uma noite, que estraga uma semana só pelo prazer de ser má e tirar as correntes da cobrança do meu peito. Que acha todo mundo meio feio, meio bobo, meio burro, meio perdido, meio sem alma, meio de plástico, meia bomba. E espera impaciente ser salva por uma metade meio interessante que me tire finalmente essa sensação de perna manca quando ando sozinha por aí, maldizendo a tudo e a todos. Eu só queria ser legal, ser boa, ser leve. Mas dá realmente pra ser assim?"
Tati Bernardi

18.5.10

Ventura

Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto a você
E em tudo que eu faço
Existe um porquê
Eu sei que eu nasci
Eu sei que eu nasci pra saber
E fui andando sem pensar em voltar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiro
Eu sinto prazer
De ser quem eu sou
De estar onde estou
Agora só falta você...
Agora só falta você!

Agora só falta você - Rita Lee

15.5.10

E como eu queria..!

Só mais trinta... trinta minutinhos de bônus em cada dia do ano!:

-Pra poder, ao levantar, saborear sem pressa meu precioso café com rosquinha enquanto acordo de verdade;
-Assistir a mais um episódio de How I Met Your Mother, só pra descontrair o dia;
-Respirar entre uma aula e outra;
-Pra poder pausar o relógio na hora de tomar um decisão 'imediata';
-Conseguir chegar a tempo no local de destino ao sair de casa atrasada;

Enfim, pra ter um tempo só pra mim em uma outra dimensão em que eu
 possa falar o que quiser, sorrir, gritar,  chorar, pensar sem ter 
alguém ou algum rastro de restrição ao meu redor. Eu quero respirar,
 ser quem eu realmente sou sem precisar me medir ou pensar em
 consequências, fazer o que eu quero na hora que der vontade. 
Como nem tudo são flores e sei que não posso - nem quero - ser uma
 inconsequente alienada, trinta minutos é tudo que 
eu peço pra poder fazer coisas mínimas e relativamente irrelevantes, mas
 que me fazem tão bem... me completam!

12.5.10

Viver é um heroísmo

É incrível a capacidade humana de, em momentos estratégicos e por pura conveniência, se esquecer das coisas ou simplesmente preferir não enxerga-las. Essa é a realidade, nós somos movidos pela conveniência. Claro, ela é extremamente necessária nas nossas vidas, mas, como tudo na vida, em excesso pode causar um estrago imensurável.
Por conta dela, nós perdemos o "gostinho da vida", os momentos que deveriam ser inesquecíveis passam a ser rotineiros, chatos, sem graça. Não há sentido em passar o tempo inteiro fazendo apenas o que se acha bom, não há avanço quando ignoramos o verdadeiro ritmo da vida. 
Não, eu detesto regras! Sou alérgica à rotinas e às convenções sociais e é por isso que cheguei a tal conclusão. Percebi que a vida não funciona sem o equilíbrio. Deve-se lutar pelos seus ideais, mesmo que para isso, haja sofrimento. Temos que assumir nossas responsabilidades, as conseqüências dos nossos atos e mostrar para o mundo quem somos verdadeiramente. Espalhar nossa essência, fazer com que sejamos unicos, capazes e sinceros para quem vive ao nosso redor. Valorizar quem merece ser valorizado e lutar por sua companhia, mesmo que essa vontade não seja recíproca. 
Deve haver um equilíbrio entre a felicidade e a tristeza, caso contrario a felicidade perderia seu verdadeiro sentido. Não há felicidade sem intensidade, muito menos à longo prazo, ela se consiste em pequenos fragmentos de nossas vidas.
Quando nos sentimos satisfeitos, estamos acreditando na ilusão de se estar vivendo plenamente, mas na verdade, é justamente aí que nós estaguinamos nossa vida. O que acontece é que queremos tanto que o sentimento bom dure que paramos de progredir, por medo de perder, paramos de arriscar, e é nessa hora que morremos e não percebemos. Não devemos parar, não devemos nos deixar ser guiados por uma correnteza alheia, sem destino, sem objetivos, sem a sua verdadeira essência implantada nela.
Devemos verdadeiramente viver e absorver o verdadeiro sentido que essa palavra deve transmitir.

9.5.10

Folhas de sonhos no jardim do solar, mandei plantar


É engraçado perceber que em certos momentos da nossa vida nós simplesmente
perdemos o controle sob nossas ações. Todos os nossos ideais, valores e conceitos de
certo e errado vão por água a baixo e nós passamos a ser
guiados apenas por nossos corações, pelos nossos sentimentos.
O incrível é que quando recuperamos nossa lucidez
e percebemos o quanto estávamos cegos,
tudo que antes era só engraçado vira uma grande piada.
A grande vantagem é que sentimos a certeza de que nós não somos simplesmente
 "pessoas da sala de jantar".

30.4.10

Tudo é perecível


Tem vezes que quando a gente deita depois de um dia rotineiro ficamos sem ter no que pensar. Foi em um dia como esse que, sem ter o que pensar, surgiu a idéia de ver um filme: Dear John. Ele me fez refletir sobre algo que nós deveríamos ter sempre em mente: o que é o tempo?

"O tempo cura tudo";
"Nada como um dia após o outro";
"O que é eterno pode durar apenas um segundo";
"Nada do que foi será do jeito que já foi um dia, tudo passa.. tudo sempre passará"
...
Afinal, a que podemos resumir esses pensamentos?!
Qual o verdadeiro papel do tempo?!
Duas semanas podem valer mais que dois meses?!

Não sei. O tempo pode ser um grande aliado para os que querem se curar, e o grande vilão para aqueles que dependem dele para se livrar da saudade. Mas do mesmo jeito que o tempo cura, ele é capaz de nos machucar em um intervalo de um segundo quando, por exemplo, uma suposta verdade não é dita no momento certo. Há também os momentos em que ele está de bom humor, e resolve fazer com que cada momentos sejam intensos, tornando-o assim, supostamente eterno.
A verdade é que ele é decisivo. Faz com que tudo que acontece tenha a capacidade de mudar os rumos de toda a nossa vida em apenas um segundo e, pode ter certeza, bom ou ruim, nada acontece por acaso, "todo erro tem acerto, mal ou bem, tem jeito!".
E aí vai uma pergunta: até quando nós seremos válidos pro tempo?

28.4.10

Um pouquinho de gelo pra adoçar a vida?

Cada vez mais e mais me sobrecarrego com detalhes irritantes que no fim das contas, não importam.
Seria muito mais simples se no final do dia eu não me preocupasse com a doença incurável que se tornou o mundo, mas sim com o sorriso que consegui arrancar de aguem que, mesmo sem perceber, deixa estampado no rosto que não está bem.
Sem duvida, é mais fácil fazer piada da vida do que se irritar com situações irrelevantes. Confesso que me irrita, acho hipócrita,  fingir a falta de interesse em certas situações na vida, ou até mesmo, em pessoas. Mas ai é que tá a solução: encontrar um caminho pra que aquilo que nos incomoda não seja mais tão relevante e lutar pra que isso se torne verdadeiramente um nada.
Eu não sei viver sem a critica (e confesso que me irrito com coisas da vida alheia), mas luto para viver acompanhada pela compreensão.
E ai vai um convite: vamos viver friamente?






27.4.10

Primeira, e quem sabe, unica

Não, eu não sei o que eu estou fazendo. Não sei o que pensar. Mas sei o que estou sentindo.
Sei que não estou aqui simplesmente perdendo meu tempo.


Perambulando entre livros, filmes e seriados, blogs, vidas e textos alheios, não é ao que fazer que eu procuro, mas sim quem exatamente eu sou. Quero principalmente, arrancar de mim expressões que não dependam do que os outros pensam ou sabem [ou pensam que sabem] da minha vida, mas sim do que se passa, de forma mais clara do que nunca, comigo!



Sendo assim, que se inicie essa jornada louca.

O pró é que eu estou fazendo essa postagem 
depois de meses do blog ser criado.
O contra é que ele pode durar somente essa - para o vazio desse meio de comunicação que com o objetivo de unir os desconhecidos, só conseguiu afastar os próximos.

Que seja.




Bem vindo estranho!




Obs: Estou tentando aprender a escrever também!