15.7.10

Dias sim, dias não

Prestes a explodir, cansada de burrices... das minhas burrices. Por onde começar quando tudo está uma grande bagunça!? 
Não consigo viver sozinha, sempre dependente, sempre apegada demais a alguém e na maioria das vezes a mais apegada. Confio demais nos meus amigos, verdadeiros amigos... ou os que eu assim considerava.
Está certo, todo mundo comete erros, mas 'erro' não se encaixa nesse contexto. Não me imagino convivendo com alguém sem realmente confiar. Tá aí mais um defeito meu: falta de tolerância! Simplesmente não tenho paciência com as pessoas. É aquela velha historia de 'um pouquinho de gelo pra adoçar a vida', sou sempre muito emotiva, muito sincera. As pessoas não gostam de sinceridade. Elas não gostam de estar ciente do que fizeram ou do que os outros pensam delas, não por desleixo, mas por preguiça, por achar que desse jeito está bom.
Pessoas sinceras não foram feitas para esse mundo. Enquanto elas lutam para deixar as coisas claras e limpas, com uma base sólida, os outros se questionam o porque de mexer e deixar em evidencia o que já passou ou até compartilhar  algo que aparentemente iria machucar, ou até de se expor mesmo. Não é uma questão de machucar, fazer bem ou mal. O acumulo dá mais trabalho e é ai, justo nesse ponto que a sinceridade cansa, é a vez dela de sentir preguiça e de deixar de lado.
Mas como confiar em alguém quando descobrimos que ela não gosta de ser aberta com você, quando ela não gosta do que você basicamente mais gosta, mais admira e mais lutou para conseguir. E o mais importante, por que correr atrás disso!? Não vale à pena.
Deve ser pra isso que eu estou aqui, pra ficar ao lado das pessoas as apoiando, mesmo nunca recebendo o mesmo em troca. Deve ser minha sina mesmo.
Não é a primeira, nem a segunda e sei que nem a ultima vez que isso acontece. Agora eu estou, mais uma vez, no ponto zero e enquanto isso eu vou assim, dias sim, dias não sobrevivendo sem um arranhão, vendo o futuro repetir o passado, procurando agulha no palheiro. Mas eu sei que ainda estão rolando os dados... o tempo não pára!

13.7.10

Reflexões alheias e parcialmente sem sentido


Tempo, tempo, tempo: é engraçado pensar o quanto ele é decisivo, básico e exclusivo. Vivemos um tempo em que cada segundo é único e que nós, comparados à uma antiga geração, vivemos em uma velocidade incrível e à base de uma modernidade absurda. Antigamente as mulheres não tinham seu próprio emprego e nem havia a possibilidade de terem seus próprios negócios. Privadas de tudo e comandada pelos homens, eram impedidas de terem até seus próprios ideais.
Acordar cedo para ir ao trabalho, pagar uma conta no banco, ser mãe solteira, ir a um restaurante ou morar sozinha são fatos corriqueiros, mas nem sempre foi assim. Fico imaginando como era ser privada de votar, não poder escrever sua própria carta e nem ao menos escolher seu próprio marido, que além de ser praticamente desconhecido, iria ter que ser fiel e acompanhá-lo pelo resto da vida, mesmo não sendo recíproco. Não há sentido viver assim, ou melhor dizendo, ser coordenada a passar uma vida assim. Não havia vontade própria, éramos bonecas que viviam restritamente em função de seus maridos e filhos. 
Pensando bem, nós ainda somos manipuladas, de um modo disfarçado e sem um modelo especifico de personalidade, mas todas nós somos induzidas a, no mínimo, conquistar os mesmos objetivos. Só que há um grande contraste: antes não podíamos nem pensar em liberdade, mas hoje crescemos sendo deixadas a acreditar que somos livres. Enquanto isso, da mesma forma que antes, estamos caminhando para um modelo de vida predefinido, a grande maioria das mulheres tem a pretensão de, ao invés de se tornar uma mãe e uma dona de casa bem sucedida como antigamente, ser uma profissional de sucesso, poder bancar suas cirurgias plásticas, entre outros luxos, ou ao menos ganhar uma quantia de dinheiro de verdade. Resumindo: não deixa de ser uma forma de manipulação. Que fique claro que é de uma forma indireta, afinal ninguém nos obriga a tentar ser reconhecida e a se destacar no que faz, esse é um caminho automático, tornando assim uma questão de sobrevivência.
A saída mesmo é ter criatividade. Saber organizar seu tempo cada vez mais escasso e conseguir conciliar tudo aquilo que você realmente é e sente vontade de ser e fazer, com tudo aquilo que o sistema mundial atual nos obriga ser. Mesmo com novas experiências, liberdades e caminhos profissionais, ainda temos que administrar as funções que o antigo modelo de mulher nos deixou de herança. É sempre bom lembrar que não tem que ser assim, da mesma forma que herdamos tais funções, também temos nossos instintos revolucionários e da mesma forma que já nos transformamos antes, ainda há mudanças a serem feitas.   
  

9.7.10

Até o mais amargo pode ser doce

Tão suave, lenta, misteriosa, doce e amarga ao mesmo tempo. Simples, complexa, confortante, cortante e maguinificamente fria: Neve.
Muito mais do que um um floco gelado que cai sobre nossas cabeças. Ela chega aos poucos, lentamente e subitamente domina tudo que há ao seu alcance. É capaz de fazer-nos bem, acalentar nossas almas, fazer-nos companhia e nos sentir um pouco mais vivo.. ou morto. É capaz de fazer com que acordemos de uma doce ilusão. Faz pensar, perceber... refletir!.. e um logo depois ser!! 
O sabor!? Você decide! Mas uma coisa é certa: não se tem o direito de marcar o horário de visita, ela apenas aparece e você tem que conviver com ela. E ai vai uma dica: seja amigável de primeira! Provavelmente assim seu tempo será aproveitado ao máximo e a situação se tornará muito mais agradável e você se tornará amiga dela.. sim, porque isso necessariamente vai acontecer um dia!

Não! Entendam, não é pura loucura ou palavras sem sentidos em um blog qualquer, só quero que saibam que todos, absolutamente todos um dia irão ser acompanhados pela Neve, tanto faz se for apenas um floco ou um avalanche. E... Mesmo sendo através de palavras mal posicionadas, faz sentido sim.

Ah... olha! Olha só! Ela que tem sido minha companheira mais fiel. 

8.7.10

"Ritual" ~ Cazuza














"Pra que sonhar?! A vida é tão desconhecida e mágica que dorme as vezes do teu lado. Calada... calada.
Pra que buscar o paraíso se até o poeta fecha o livro, sente o perfume de uma flor no lixo e  fuxica... fuxica. (...)
Ao mesmo Deus que ensina a prazo ao mais esperto e ao mais otário que o amor, na prática, é sempre ao contrário.
Que o amor, na prática, é sempre ao contrário!
Ah, pra que chorar?! A vida é bela e cruel, despida. Tão desprevenida e exata que um dia... acaba!"

2.7.10

Páginas em branco




"Não quero olhar para trás, lá na frente, e descobrir
 quilômetros de terreno baldio que eu não soube cultivar.
 Calhamaços de páginas em branco à espera 
de uma história que se parecesse comigo.
 Não quero perceber que,
 embora desejasse grande,
 amei pequeno."



Ana Jácomo