13.7.10

Reflexões alheias e parcialmente sem sentido


Tempo, tempo, tempo: é engraçado pensar o quanto ele é decisivo, básico e exclusivo. Vivemos um tempo em que cada segundo é único e que nós, comparados à uma antiga geração, vivemos em uma velocidade incrível e à base de uma modernidade absurda. Antigamente as mulheres não tinham seu próprio emprego e nem havia a possibilidade de terem seus próprios negócios. Privadas de tudo e comandada pelos homens, eram impedidas de terem até seus próprios ideais.
Acordar cedo para ir ao trabalho, pagar uma conta no banco, ser mãe solteira, ir a um restaurante ou morar sozinha são fatos corriqueiros, mas nem sempre foi assim. Fico imaginando como era ser privada de votar, não poder escrever sua própria carta e nem ao menos escolher seu próprio marido, que além de ser praticamente desconhecido, iria ter que ser fiel e acompanhá-lo pelo resto da vida, mesmo não sendo recíproco. Não há sentido viver assim, ou melhor dizendo, ser coordenada a passar uma vida assim. Não havia vontade própria, éramos bonecas que viviam restritamente em função de seus maridos e filhos. 
Pensando bem, nós ainda somos manipuladas, de um modo disfarçado e sem um modelo especifico de personalidade, mas todas nós somos induzidas a, no mínimo, conquistar os mesmos objetivos. Só que há um grande contraste: antes não podíamos nem pensar em liberdade, mas hoje crescemos sendo deixadas a acreditar que somos livres. Enquanto isso, da mesma forma que antes, estamos caminhando para um modelo de vida predefinido, a grande maioria das mulheres tem a pretensão de, ao invés de se tornar uma mãe e uma dona de casa bem sucedida como antigamente, ser uma profissional de sucesso, poder bancar suas cirurgias plásticas, entre outros luxos, ou ao menos ganhar uma quantia de dinheiro de verdade. Resumindo: não deixa de ser uma forma de manipulação. Que fique claro que é de uma forma indireta, afinal ninguém nos obriga a tentar ser reconhecida e a se destacar no que faz, esse é um caminho automático, tornando assim uma questão de sobrevivência.
A saída mesmo é ter criatividade. Saber organizar seu tempo cada vez mais escasso e conseguir conciliar tudo aquilo que você realmente é e sente vontade de ser e fazer, com tudo aquilo que o sistema mundial atual nos obriga ser. Mesmo com novas experiências, liberdades e caminhos profissionais, ainda temos que administrar as funções que o antigo modelo de mulher nos deixou de herança. É sempre bom lembrar que não tem que ser assim, da mesma forma que herdamos tais funções, também temos nossos instintos revolucionários e da mesma forma que já nos transformamos antes, ainda há mudanças a serem feitas.   
  

Um comentário:

  1. Adorei os seus textos ! São ótimos =]
    Dê uma olhada no meu, queria sua opinião..
    att thayz
    http://thayzvanalli.blogspot.com/

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