Tempo, tempo, tempo: é engraçado pensar o quanto ele é decisivo, básico e exclusivo. Vivemos um tempo em que cada segundo é único e que nós, comparados à uma antiga geração, vivemos em uma velocidade incrível e à base de uma modernidade absurda. Antigamente as mulheres não tinham seu próprio emprego e nem havia a possibilidade de terem seus próprios negócios. Privadas de tudo e comandada pelos homens, eram impedidas de terem até seus próprios ideais.
Acordar cedo para ir ao trabalho, pagar uma conta no banco, ser mãe solteira, ir a um restaurante ou morar sozinha são fatos corriqueiros, mas nem sempre foi assim. Fico imaginando como era ser privada de votar, não poder escrever sua própria carta e nem ao menos escolher seu próprio marido, que além de ser praticamente desconhecido, iria ter que ser fiel e acompanhá-lo pelo resto da vida, mesmo não sendo recíproco. Não há sentido viver assim, ou melhor dizendo, ser coordenada a passar uma vida assim. Não havia vontade própria, éramos bonecas que viviam restritamente em função de seus maridos e filhos.
A saída mesmo é ter criatividade. Saber organizar seu tempo cada vez mais escasso e conseguir conciliar tudo aquilo que você realmente é e sente vontade de ser e fazer, com tudo aquilo que o sistema mundial atual nos obriga ser. Mesmo com novas experiências, liberdades e caminhos profissionais, ainda temos que administrar as funções que o antigo modelo de mulher nos deixou de herança. É sempre bom lembrar que não tem que ser assim, da mesma forma que herdamos tais funções, também temos nossos instintos revolucionários e da mesma forma que já nos transformamos antes, ainda há mudanças a serem feitas.
Adorei os seus textos ! São ótimos =]
ResponderExcluirDê uma olhada no meu, queria sua opinião..
att thayz
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